terça-feira, 29 de dezembro de 2020

 GUILHEM DE LA TOR (...1216-1233...)


Una doas tres e quatre
cinc e seis e set e uech 
m'avenc l'autrier a combatre
ab m'osta tota una nuech
e si-m trobes fol ni mal duech
fe que dei e Deu bel fratre
ben fora totz mos pans cuech
si me volgues esbatre.

E no vas cuides belósta
que-t eu mais ingan sai torn
quan per la vostra somosta
no poc melhs estar un jorn
qu'ans m'anes l'autrier tant entorn
tant que me calfes la costa
anc non cugei vezer jorn
tant me fo mal en posta.

N'osta vos non es ges lota
ben o conose al montar
si no-m tengues a la cota
ja non pogra sus estar
tant aut me fazias levar
com s'eu fos una pelota.
Tos temps fai mal cavalcar.


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Uma, duas, três e quatro,
cinco e seis e sete e oito
aconteceu ontem bater-me
com a minha hospedeira, toda a noite
e teria ficado louco e esgotado,
pela minha fé, bom amigo, 
que todo o meu pão estaria cozido,
se a luta tivesse continuado.

E não cuidai, bela hospedeira,
que este ano aqui retorne,
que para vossa recordação
outro dia não haverá melhor,
pois neste tanto me sacudiste
e as costas tanto me aqueceste,
que cuidei não ver madrugada,
tanto as partes se doriam.

Senhora hospedeira, lenta não sois,
bem o reconheço, a montar,
e se não me agarrasse à roupa
não poderia sobre vós estar,
tão alto me faríeis saltar,
como se fosse uma pelota.
Tanto tempo faz mal cavalgar.

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