sexta-feira, 2 de setembro de 2022

AURORA LUQUE

LAS REFUGIADAS, SEGUN ESQUILO 

Arena entre los dedos de los pies.
No sabíamos nada de nudos ni de remos.
Aprendimos tareas de aparajo
en las finas arenas del Nilo, frente al mar.
De todas las desgracias
elegimos al menos la más noble,
la de huir libremente.
Viajamos, como Ío,
huyendo de los lechos donde Eros 
sembró tábanos, celos, asfixia, propietarios.
La nave es nuestra ágora flotante.
Navegamos en busca de ciudad.
- ¿una ciudad buscás?
- Oh, sí, la deseamos. Podemos construirla.
Sabemos como alzar
los altares. A Atenea naviera
con nuestros labios libres 
le rezamos en Rodas.
No crezcan en las casas
cuevas de rudes cíclopes.
Ansiamos buscar fuentes
en las entrañas limpidas de la tierra.
Los huertos no los riegue
la sangre del dios Ares.


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AS REFUGIADAS, SEGUNDO ÉSQUILO

Areia entre os dedos dos pés.
Não sabiamos nada de nós nem de remos.
Aprendemos tarefas de aprestos
nas finas areias do Nilo, junto ao mar.
De todas as desgraças 
escolhemos, pelo menos, a mais nobre,
a de fugir livremente.
Viajámos, como Io,
fugindo dos leitos onde Eros
semeou moscardos, ciúmes, asfixia, proprietários.
A nave é a nossa ágora flutuante.
Navegamos em busca da cidade. 
- Buscais uma cidade?
- Oh, sim, desejamo-la. Podemos construi-la.
Sabemos como erguer
os altares. A Atena navegadora
com os nossos lábios livres
rezamos em Rodes.
Não cesçam nas casas
cavernas de rudes cíclopes
Ansiamos buscar fonte
nas entranhas limpas da terra.
Que as hortas não sejam regadas
pelo sangue do deus Ares.

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